NOSSA TEMPORADA DE 2007
Reflexão e agradecimentos

            O INÍCIO DOS TRABALHOS foi cercado de muita expectativa.  Haviam muitas frentes a serem atacadas ao mesmo tempo.  Tínhamos experiência de trabalho em clubes, mas, adaptar esta experiência ao dia a dia de uma instituição filantrópica, em um espaço sob a administração do Estado, e em início de governo, foi um desafio.
            Cada setor do ambiente em que desenvolvíamos o trabalho tinha sua rotina, seus prazos e suas prioridades.
            O trabalho teria que ser realizado em convivência com os conflitos de interesse das entidades envolvidas, sem perder o nosso foco: colocarmos uma equipe estreante no campeonato estadual, mesmo sem apoio ou patrocínio.
            A administração das equipes de base em um clube segue regras bem definidas, mesmo que difíceis de solucionar.  Em um trabalho social e esportivo, existem fatores importantes a serem considerados que fogem à rotina de um clube, tais como: a aceitação, pela comunidade, do trabalho desenvolvido; a mudança de hábitos e rotinas no local de treinamento; a implantação do esporte como meio de educação social.
            No entanto, foram aspectos como estes que serviram para realimentar a nossa programação e prognósticos.
            Faltando quinze dias para a primeira partida tínhamos, tanto para o Mirim como para o Infantil, apenas dois atletas que haviam participado em competições. Os demais ainda estavam em desenvolvimento.
            A participação no campeonato teria que ser educativa, tanto para a comissão técnica, como para os atletas e seus familiares.  Sem medo do futuro.
            Aprendemos que para desenvolver satisfatoriamente o trabalho, tínhamos que reconhecer nossas limitações e, dentro delas, realizar o melhor possível, sem desperdício de tempo e energia.  Cada jogo foi uma aula, uma lição aprendida.
            Com o passar do tempo, o resultado foi aparecendo, novas rotinas foram criadas, e o esforço de todos sendo reconhecido.
            Timidamente fomos avançando, ganhando um jogo aqui, outro ali, construindo a nossa história de forma consciente e madura.
            O destaque foi a equipe Mirim chegar ao segundo lugar na chave A2 do Módulo Branco e participar das oitavas de final do campeonato estadual.
            Ao final da temporada vimos que em menos de oito meses (de abril a novembro), conquistamos nosso espaço, com muita garra, perseverança, coragem, respeito ao adversário, respeito aos árbitros e, principalmente, valorizando a ética.
            Mudamos muito.  Cada atleta evoluiu ao longo do campeonato. As duas equipes cresceram como conjunto. Conseguimos criar um elo de amizade entre os atletas e as famílias envolvidas.
            Para 2008 já temos um grupo amadurecido tecnicamente, e uma base consistente para o início dos trabalhos com as equipes Mirim, Infantil e Infanto-juvenil.
            Fora do âmbito esportivo, ainda temos que avançar muito no relacionamento com as entidades SECS e SUDERJ para aproveitarmos com eficiência o espaço da Vila Olímpica do Sampaio e torná-lo uma referência do desenvolvimento esportivo.
            A certeza da máxima de que “ninguém é feliz sozinho” foi constatada mais uma vez.  Temos muito para agradecer. 
            Começamos pelas nossas famílias, que vivenciaram todo o processo. Além do incentivo para o empreendimento, trabalharam no apoio administrativo para que nada faltasse nos jogos.
            À diretoria da Sociedade Esportiva e Cultural do Sampaio – SECS, que dividiu conosco as angústias e alegrias desta experiência.
            Ao Guilherme Kroll que nos convenceu da importância da participação da Vila Olímpica do Sampaio no campeonato estadual para o crescimento do basquete no Rio de Janeiro.
            Aos presidentes da FBERJ Pedro Arantes (em exercício no início do ano) e Álvaro (presidente atual), pelo entendimento das dificuldades da nossa entidade na participação no campeonato.
            Nosso agradecimento especial aos amigos Sandra, Alzira, Luana e Wagner, da FBERJ, pela atenção e boa-vontade que dispensaram aos nossos problemas.
            Aos dirigentes e comissões técnicas dos nossos adversários do Módulo Branco, que transformaram cada partida numa consagração ao esporte e respeito à amizade.
            Ao Clube Esportivo e Recreativo dos Securitários pelo empréstimo do ginásio quando precisamos.
            Aos nossos atletas e seus familiares pelo empenho e dedicação.
            Ficamos com a esperança de que continuemos realizando nosso trabalho com alegria, e que aproveitemos ao máximo o privilégio de termos a oportunidade de construir, através da prática do esporte, uma sociedade saudável, justa, consciente e solidária.   TOPO